Mostra de Filme Etnográfico

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O V Congresso da Associação Portuguesa de Antropologia acolhe uma mostra de filme etnográfico em sessões que terão lugar na UTAD e no Pequeno Auditório do Teatro Municipal de Vila Real nos dias 9, 10 e 11 de Setembro.

O tema, Antropologia em Contraponto, reconhece a polifonia do projecto antropológico. Isto é, reconhece que a antropologia é plural e feita nas diversidades das formas de conhecer, de quem conhece e de quem é conhecido. Falamos também de variedades dos modos de ver e de ser visto e celebramos, uma vez mais, as formas de (re)conhecer através das imagens.

Comissão organizadora: Peter Anton Zoettl (CRIA), Sofia Sampaio (CRIA), Humberto Martins (APA), Gonçalo Mota e Patrícia Freire.

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 Filmes

 1a Sessão

 

Título: Aqui tem gente

Realização: Leonor Areal

País: Portugal

Ano: 2013

Duração: 81′

língua(s): português

operador de câmara: Leonor Areal

operador de som: Rui Viana Pereira

editor: Leonor Areal

Sinopse

O Bairro da Torre, em Loures, está em vias de demolição. Os moradores organizam-se para defender o seu direito à habitação, num processo com derrotas e vitórias.

Portugal, Europa, 2011. Às portas de Lisboa, um bairro de lata está em vias de ser demolido. A Câmara Municipal de Loures parece firme na sua decisão, mas não apresenta soluções alternativas de alojamento. Enredo Na iminência de ficar sem tecto, os moradores do Bairro da Torre organizam-se para negociar com a Câmara e defender o seu direito à habitação, num processo com avanços e recuos, derrotas e vitórias.

As mulheres assumem um papel central na defesa da casa e da família. No Bairro da Torre coexistem etnias sobretudo ciganas e africanas, e imigrantes que chegaram nos anos 90 para as grandes obras do regime. A crise atirou-os para o desemprego e a miséria. Agora batem-se pelos seus direitos e dignidade humana.

Aqui Tem Gente acompanha o processo negocial, os problemas e conflitos desta população que, embora anarquicamente, consegue organizar-se e lutar pelos seus direitos. O documentário levanta ainda outras questões. Qual o papel dos activistas no apoio à organização da comunidade? Que política de habitação social para o actual momento de crise?

 

Nota Biográfica

Leonor Areal realizou diversos documentários, entre os quais Fora da Lei (2006), premiado no Doclisboa. Publicou Cinema Português – Um país imaginado, a partir da tese de doutoramento na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (UNL, 2009).  Actualmente faz investigação de pós-doutoramento sobre censura no cinema português. É professora convidada na Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha.

 

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2a Sessão

 

Título: Mon Parenté au Village

Realização: WATEAU Fabienne (LESC, UMR CNRS e Univ. Paris Ouest Nanterre La Défense, Nanterre)

País: Portugal

Ano: 2011

Duração: 18′

língua(s): francês

Produção: CNRS

 Sinopse

Comment parler d’endogamie villageoise et familiale ? Au village de Luz, de porte en porte et de rue en rue, Vánia nous présente ses parents plus ou moins éloignés. Une chronique de la vie au village, où se dégage une connaissance singulière des appellations, des filiations et des alliances, comme la maîtrise certaine d’un réseau “d’affins et d’alliés”.
Tantes, cousines, oncles et cousins se mêlent et s’emmêlent entre consanguins et classificatoires. Une promenade en forme d’exercice de parenté dans ce petit village de l’Alentejo d’à peine 400 habitants.

 

Nota Biográfica

Fabienne Wateau, antropóloga, é investigadora do Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS) e professora na Universidade de Paris Ouest Nanterre la Défense e no Museu do Quai Branly em Paris. Trabalha em Portugal há mais de 20 anos e realizou vários filmes : uma serie de três filmes sobre os instrumentos de medir a água de rega, cujo La canne à mesurer l’eau (28’, Cnrs Images) recebeu em 2007 o prémio especial do júri no 26e Festival internacional Jean Rouch em Paris e, em 2008, no 9e Festival do filme de investigação em Nancy. Realizou agora uma serie de três filmes dedicados à Aldeia da Luz, de que Ma parente au village faz parte. Os filmes estão disponíveis no Museu Nacional de Etnologia em Lisboa e on line no site da videoteca do CNRS.

 

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Original film title: Stemmen uit de toendra- De laatste der Joekagieren

English film title: Voices from the Tundra – The Last of the Yukagirs

Director: Edwin Trommelen

Country and year: Netherlands 2013

Duration: 66 minutes

Language of dialogs: Russian-Yukagir-Dutch-Even-Yakut

Language of subtitles: English

Researcher(s): Cecilia Odé

Camera/Sound: Paul Enkelaar

Editing: Albert Elings

Producer: Edwin Trommelen

Production Company: Trommelenfilm

 Synopsis

Cecilia’s journey features all the ingredients of a fascinating and inspiring documentary: a dedicated scholar whose life work is to preserve a vanishing language; a people torn between, on the one hand, age-old traditions and the challenges of subsistence in the brutal cold of Siberia and, on the other, the seductions of an easier life in the region’s towns and cities; the primeval power of the songs retained by aged Yukagirs raised by parents who could recall pre-Soviet times and hopeful scenes of schoolchildren learning their ancestral language using materials developed with Cecelia’s help; the romance of lassos, reindeer herds, and deerskin tents pitched on the ice.

But the film’s strongest asset is the heart-warming friendship that has developed between Cecilia and the Yukagirs. This friendship allows the filmmakers to enter the Yukagir community in an unforced manner and gain access to the people’s innermost thoughts. The trust and confidence developed through Cecelia’s longstanding relationships with members of the Yukagir community enable the filmmakers to produce a compellingly genuine portrait of extraordinary people living their lives in distant Siberia and capture frank discussions about their disappearing language, their traditional way of life, and their efforts to keep their culture alive.

 

Nota Biográfica

After high school, Edwin Trommelen began studying Russian language and literature, first at the University of Utrecht and later at the University of Amsterdam. In 1986, he spent half a year in Moscow as part of his studies, before completing his studies in Amsterdam, with minors in Czech and Film Studies. After college, he worked at various jobs.

Russia is a common thread in most all of Trommelen’s work. In the late 1990s, he decided to concentrate on documentaries, with a good part of his work focused on Russia or the former Soviet Union. As director, his credits include “Back to the Camp” (about an Amsterdam woman who was imprisoned in Russia) and “Behind the Black Mountains” (about the Amsterdam Jewish boy Anton Devier, who traveled to Russia with Peter the Great and became the first Police Chief of St. Petersburg).

 

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3a Sessão

 

Título: “Este é o meu cabelo”

País de Produção: Portugal

Ano: 2012

Duração: 11´04”

Língua: Português

Câmara, Som e Montagem: Hellington Vieira

Sinopse

Anete Nanque nasceu em 1990, em Bissau, Guiné-Bissau. Filha de um ex-primeiro-ministro, teve uma infância de princesa. Em Coimbra a viver desde 2010, divide-se entre os estudos e os trabalhos domésticos na casa que partilha com dois irmãos. Enquanto procura por um amor e enfrenta dificuldades de integração, Anete toma a consciência de que nunca terá o verdadeiro, e tão sonhado, cabelo europeu.

Nota Biográfica

Hellington Vieira – Licenciou-se em Comunicação Social em 2001, na Universidade Federal do Paraná. Iniciou uma carreira em publicidade, como criativo, na qual sempre procurou compreender percepções, emoções e estilos de vida, antes de elaborar estratégias e conceitos criativos. Em 2011, compreendeu que gostava de perceber as pessoas com mais profundidade, e que para isso tinha que dar novos passos. Iniciou este caminho no Mestrado de Antropologia – Culturas Visuais, na FCSH, da Universidade Nova de Lisboa.

 

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Título: Apanhados Na Rede

Realização: Amaya Sumpsi

Imagem, texto e voice over: Amaya Sumpsi

Assistente de realização: Eduardo Ventura

Assistente de câmara: André Almeida

Edição: Amaya Sumpsi, Raquel Castro

Sound Design: Raquel Castro

Pós-produção de som: Sérgio Gregorium

Música: Tó Trips

Sinopse

Which is the criteria to choose sites to become either heritage or tourism spots? Can tourism be compatible with other economic activities, or annuls them by turning places into show stages?  Which is the community’s weight in the decision processes? Is tourism a sign of progress and modernity or is it of retrogress?

This documentary, filmed in São Miguel, the main island of Azores archipelago,  follows Porto Formoso´s community from 2005 to 2012. Its strong fishing community found its port natural conditions were not longer useful, so fishermen demanded the construction of concrete infrastructures that would allow them to work with bigger boats. Although they had support from some inhabitants, many more were against such modifications, as they were going to ruin the port natural beauty, damaging its tourist potential. For these, the tourism appears as the only way to progress; for others, it is the modernization of the traditional activity of fishing that will bring money to the village.

Meanwhile, the landscape of this community transforms, and so does the life and thoughts of the director during the seven years that have passed.

 

Nota Biográfica

Iniciou os seus estudos em cinema na Universidade de Francisco, U.S.F. (Califórnia) e continuou em Madrid, onde se licenciou em Realização de Cinema e Televisão pela Escuela Superior de Artes y Espectáculos. Na licenciatura realizou diversas curta-metragens, sempre na área da ficção. Em Espanha trabalhou em várias longa-metragens como assistente de realização, e depois de mudar-se a Portugal, iniciou os seus trabalhos na área de documentário com realizadores como Christine Reeh, Tiago Pereira ou Raquel Castro.  O filme “Apanhados na Rede” é o primeiro documentário que apresenta oficialmente. Na actualidade trabalha como directora de castings em publicidade.

 

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4a Sessão

 

Título: Zadnji pionirji (os jovens pioneiros)

País de produção: Eslovénia

Ano: 2012

Duração: 10’35

Língua: Esloveno

Legendas: Inglês

Operador de câmara: Daniela Rodrigues

Operador de som: Daniela Rodrigues, Eva Matarranz.

Editor: Daniela Rodrigues

Sinopse

Na Jugoslávia, até ao seu desmembramento, todas as crianças eram iniciadas no movimento pioneiro. Celebravam a ideologia da Federação de “Irmandade e Unidade”. Mas nos anos 90 novos valores entraram na então independente República da Eslovénia. Como é que a última geração de pioneiros sentiu esta transição?

 

Nota Biográfica

Daniela Rodrigues licenciou-se em Antropologia pela FSCH-UNL e concluiu em 2012, na mesma instituição, o Mestrado em Migrações, Interetnicidades e Transnacionalismo. Profissional e academicamente tem vindo a desenvolver trabalho de campo junto de comunidades ciganas portuguesas e eslovenas, comunidades migrantes cabo-verdianas e associações de imigrantes em Portugal. Colaborou em projectos nas áreas de cooperação para o desenvolvimento, comércio justo, educação não-formal, ethnic minority media e cinema documental. É, desde 2011, investigadora no CRIA, tendo integrado – enquanto bolseira – os projectos Relações Familiares dos Imigrantes em Disputa (2011-2012) e, actualmente, Travessias do Atlântico: Materialidade, Movimentos Contemporâneos e Políticas de Pertença.

 

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Título: P’ra Irem P’ró Céu

 

Realizador: Pedro antunes

País de produção: Portugal

Ano: 2013

Duração: 22 minutos

Lingua: Português (sem legendas)

Operador de câmara e operador de som, editor: Pedro Antunes

Sinopse

P’ra Irem P’ró Céu documenta a prática ritualística da Encomendação da Almas no município de Proença-a-Nova, revelando a ressurreição e reinvenção deste culto dos mortos como produtor de novos laços de sociabilidade em comunidades locais. É um filme etnográfico que observa contemplativamente as almas na aldeia. Acompanha-se os percursos das mulheres-encomendadoras sobre um chão-purgatório de paralelos, de onde se libertam as almas de suas penas. Espreita-se e escuta-se a invisibilidade do movimento de ascensão das almas ao céu animadas pelas vozes das encomendadoras.

 

Nota Biográfica

Pós-graduado em Antropologia – ramo de especialização em culturas visuais – pela FCSH-UNL onde se encontra a investigar sobre o ritual da Encomendação das Almas para uma tese de mestrado. Licenciado em Estudos Teatrais (Universidade de Évora, PT) em 2004 e mestre em Contemporary Performance Making (Brunel University, UK) em 2006. Áreas de investigação: antropologia visual, estudos de performance e religiosidade popular. Professor na Escola Artística António Arroio, onde leciona Gestão das Artes. Desenvolveu também trabalho de criação artística em vários projetos de performance e vídeo arte em Inglaterra e Portugal.

 

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Título: Dentro da Rocha

Realização: António João Saraiva

País: Portugal

Ano: 2013

Duração: 42.3′

língua(s): português

Sinopse

A Fajã de Além situa-se na costa norte da Ilha de S. Jorge. Para lá chegar é necessário atravessar uma vereda íngreme que só permite a passagem de uma pessoa de cada vez. Uma hora de caminho, escavado na rocha. Um espaço de passagem que faz a ligação entre dois lugares opostos mas complementares: Fora da rocha e dentro da rocha. A rocha surge como um espaço “in between” lugar intermédio entre os dois lugares, um espaço de ligação entre uma realidade (os lugares da freguesia Norte Grande) e uma outra diferente (Faja D´Alem).
Ir à rocha também significa ir à fajã, um espaço onde as pessoas alteram as relações sociais que têm na freguesia e que culmina com uma mudança de nome, materializando assim o processo ritual de transição.
Este documentário vai ao encontro deste microcosmos pela voz de dois dos seus principais intervenientes: O Sr Enes de 90 anos e o Sr Moisés com 76 anos.

 

Nota Biográfica

Licenciatura em Geografia. Mestrado em Comunicação Multimédia. Doutoramento em Antropologia Visual  – Tese: Retrato Polifónico sobre a Geração dos Capelinhos a partir da Emigração e Regresso, no âmbito do qual se integra a produção do Documentário “A minha terra é uma ilha”

Trabalhos mais recentes:

2013 – “Dentro da Rocha” e  “A minha terra é uma ilha”

2011 – “Regressa Urgente” – (co-realizador)

2010 – “Orlando Ribeiro, Itinerâncias de um Geógrafo” – (co-realizador)

 

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5a Sessão

 

Título: Framing the Other

Realizador: By Ilja Kok and Willem Timmers

País:  Netherlands

Ano: 2011

Duração: 25 minutos

Línguas: Inglês e  Mursi

Legendas: Inglês e Francês

Sinopse

The Mursi tribe resides in the basin of the Omo River, in the east African state of Ethiopia. Mursi women are known for placing large plates in their lower lips and wearing enormous, richly decorated earrings, which has become a subject of tourist attraction in recent years. Each year, hundreds of Western tourists come to see the unusually adorned natives; posing for camera-toting visitors has become the main source of income for the Mursi. To make more money, they embellish their “costumes” and finery to appear more exotic to the outsiders. However, by exaggerating their habits and lifestyle in such a manner they are beginning to cause their original, authentic culture to disintegrate.

Framing the Other portrays the complex relationship between tourism and indigenous communities by revealing the intimate and intriguing thoughts of a Mursi woman from Southern Ethiopia and a Dutch tourist as they prepare to meet each other. This humorous, yet simultaneously chilling, film shows the destructive impact tourism has on traditional communities.

 

Nota Biográfica

Willem Timmers (22-03-1985) works as a director and editor at I CAMERA YOU productions: an audiovisual production company focusing on commissioned documentary films and journalistic items. He also works as a freelance camera journalist, videographer and education designer with special attention on media innovations.

Ilja Kok (05-05-1977) works as a producer at I CAMERA YOU productions. She is also a lecturer in tourism studies and she has worked as a tour guide in various countries in the past.

Framing the Other is a debut documentary for both filmmakers and they are currently working on their second documentary.

The filmmakers can be reached through their distributor’s Sales & Outreach Associate, Alijah Case, (alijah@der.org) at Documentary Educational Resources.

 

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Título: Jo Joko

País de produção: Japão

Ano: 2012

Duração: 61’

Língua original: Inglês e Francês

Legendas: Inglês

Realizador, operador de câmara e som, montador: Daisuke Bundo

Director: Daisuke Bundo

Sinopse

The lives of hunter-gatherers, or you could say their ways of eating. They hunt what they can from surrounding nature, and then share for eating. In the tropical rainforest in Cameroon, the ethnic group called the Baka continues their traditional culture. In their language, they call food as “jo“, and good as “joko” whatever the degree. This is an anthropological action film whose sole purpose is to simply record the mealtimes of people living in the forest.

 

Nota Biográfica

Born 1972 in Osaka, Japan. Associate Professor, Shinshu University. Conducted field research on the Baka in Cameroon since 1996, started to make films since 2002. “Wo a bele” is the debut. It was broadcasted on Communication Satellite TV in Japan 2005 and screened in the international film festival “cinéma du réel” in Paris and Mediating Camere in Moscow 2006. “Jengi is the second film. It was selected at the 9th Göttingen International Ethnographic Film Festival 2008. “jo joko”is the third film. It was selected at the 10th Worldfilm 2013 – Tartu Festival of Visual Culture.

 

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6a Sessão

 

Título:  MediaDance

Duração:  7’41”

Direção Criativa: Rita Almendra, Diana Amaral

Direção Coreográfica: Diana Amaral

Captação de Imagem e Som: Rita Almendra

Realização e Montagem: Rita Almendra

Interpretes: Bárbara Miranda, Francisca Nogueira, Inês Moço, Inês Oliveira, Joana Carvalho, Mariana Costa, Marta Lopes, Tomás Lopes, Vitória Silva.

Música: Murcof, Martes 2002

Agradecimentos: Porto de Leixões, Mercado Municipal  de Matosinhos

Uma produção: ADM, Academia de Dança de Matosinhos  2012, PT.

Sinopse

Podia chamar-se “Deus não Fala” este vídeo-arte resultante de um projeto de formação e de discussão das formas artísticas fotografia, vídeo e dança contemporânea e as suas possíveis fronteiras, fusões e sinergias. O laboratório de MediaDance questionou e desenvolveu a linguagem expressiva após observação e captação dos movimentos do quotidiano em vários contextos urbanos para posterior observação e compreensão, reconstruindo assim o real observado e fundindo-o em um imaginário que poderá ser o coletivo. Trata-se de uma peça vídeo em que se desconstrói ou encontra o sincronismo biológico no movimento quotidiano e em que se levantam questões relativas aos conceitos de performance, site specific, mímesis e biomecânica.

 

Nota Biográfica

Rita Almendra é pós graduada em Arte Educação tendo optado por aprofundar conhecimento sobre a imagem como veículo de comunicação por via da análise das linguagens do cinema, da fotografia e, atualmente, pelo estudo da antropologia visual ou antropologia das imagens.

Conta com trabalho de produção de imagem comercial para projetos emergentes em artesanato urbano, criação de imagem publicitária para entidades institucionais e captação e edição de vídeo e fotografia para campanhas várias. Acumula ainda trabalho no campo da educação e formação nas disciplinas onde a discussão da imagem e os seus significados é primordial sendo também esta o ponto de partida para o seu trabalho artístico.

E é aqui que se encontra nos territórios ocupados pela fotografia, pelo vídeo e instalação. Rita encara o seu olhar como uma extensão da lente, colocando a ação no tempo presente da objetiva, e é nesse instantâneo que separa objetos e momentos da sua própria história, desafiando-lhes assim os significados.

 

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Título: Tão perto do silêncio

País: Portugal

Ano de produção: 2012-2013

Duração: 71’

Realização: Arlindo Horta

Imagem, Som e Montagem: Arlindo Horta

Sinopse:

“Tão perto do silêncio” acompanha o quotidiano de um grupo de teatro amador composto e dinamizado por refugiados e requerentes de asilo em Portugal.

Diaby, Asif, Omid e Yana falam-nos das experiências particulares que marcaram o seu êxodo forçado e partilham algumas das suas memórias, em palco e perante a câmara.

 

Nota Biográfica

Arlindo Horta (n.1972) é guionista e realizador, com formação em Cinema, pela Escola Superior de Teatro e Cinema, e em Antropologia, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. “Tão perto do silêncio” é o seu documentário final do Mestrado em Antropologia – Culturas Visuais.

 

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7a Sessão

 

 

Original Title : La vie au loin                                                                                     

English Title : Life, a long way away

Título em português : A vida ao longe

Duration: 81 minutes

Year of production: 2011

Country of production : France

 Language:  Português

Subtitles available: English / French

Script and direction: Marc Weymuller

Sound: Bruno Fleutelot / Marc Weymuller

Editing: Marc Weymuller

Musics: Bruno Fleutelot

Direction assistant: Susana Vieira Costa

Sinopse

O Barroso é uma região isolada de Portugal onde se continua a viver ao ritmo lento dos rebanhos e das estações. Aí assistimos aos últimos suspiros de um modo de vida ancestral. Cada um sabe que o fim se aproxima e revela em segredo os meandros de memórias esparsas. A memória resiste, o cenário faz de espelho. Ao lembrar-nos do que éramos, reflecte também aquilo em que nos tornámos.

Barroso is an isolated region of Portugal where people live at the rhythm of the herds and the seasons. There, one can witness an ancestral way of life which will probably not last. Everyone knows it is the  end of it soon and secretly draws the meshes of sparse memories. The memory resists, the setting serves as a mirror. In reminding us what we used to be, it also reflects what we have become.

 

Nota Biográfica

Born en Marseille in 1965, since 1989 Marc Weymuller has written and made fiction and documentary films dealing with absence, with the forms of existence for those marginalized, disappeared and lost.

 

Using these themes, he made, in particular, « L’attente » (1996), a short fiction film without dialogues, « Ici et là-bas, récit d’un voyage immobile » (1998), a fictional wandering through the streets of Lisbon, « Malgré la nuit » (2004), a portrait of a religious man of extraordinary religiousness, « Quatre Murs et le Monde »,  an evocation of the last days of the azorean writer José Dias de Melo and « La vie au loin » (2011) (thanks to the grant « Brouillon d’un rêve » granted by the French Society of Authors and Publishers, SCAM), a full-length documentary about an isolated region of northern Portugal.

He is currently preparing two films : « Un figuier sans feuilles » (with the help on writing and production from the French National Film Center, the CNC, and writing aide from the Regional Council of Burgundy), about the memory of the inhabitants of Belchite, an emblematic city of the collective amnesia that overtook Spain after the Cival War and « Little America » about the ancient international airport of the island of Santa Maria in the Azores.

 

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8a Sessão

 

 

Original Title – A LUZ DA TERRA ANTIGA

English Title – The Light of Ancient Land

Portuguese Dialogues | English Subtitles 

Ano de Produção | Year of Production – 2012

Formato | Format – HD / Betacam, color

Duração | Running Time – 15’

Ficha Técnica | Credits List

Argumento | Script – Luis Oliveira Santos

baseado no livro “Portugal Luz e Sombra, o País depois de Orlando Ribeiro”, de Duarte Belo.

Based in the book “Portugal Light and Shadow, the Country than Orlando Ribeiro” by Duarte Belo.

Realizador | Director – Luis Oliveira Santos

Montagem | Editing – Luis Oliveira Santos

Som | Sound – Fernando Rocha

Música|Music-Johannes Brahms (violin Concert Op.8); Musiciens from Marlboro (Piano Quartet n.º 3 C Minor Op. 60)

Produtor | Producer – Luis Oliveira Santos

Produção | Production – LOS

Co-Produção | Co-Production – Cine-Clube de Avanca, Filmógrafo

Sinopse 

O filme A Luz Da Terra Antiga, baseado no livro, “Portugal Luz e Sombra – o país depois de Orlando Ribeiro”, é uma viagem com Duarte Belo à procura dos territórios da fotografia de Orlando Ribeiro e da inexorável passagem do tempo.

The film The Light Of Old Earth, based on the book, “Portugal Light and Shadow – the country after Orlando Ribeiro,” is a journey with Duarte Belo in search of territories photograph of Orlando Ribeiro and the inexorable passage of time.

 

Nota Biográfica

Luís Oliveira Santos, nasceu em Setembro de 1965. Licenciado em arquitectura pela universidade do Porto. Pós-graduado no ensino de artes visuais. Realizou um mestrado em criação artística contemporânea pela universidade de Aveiro. Desenvolve trabalho criativo na área da fotografia e do cinema documental tendo participado em diversas exposições coletivas e individuais.

Luís Oliveira Santos was born in September, 1965. Has a degree in architecture from the University of Porto. Has a graduate degree in visual art’s teaching. Has a master’s degree in contemporary art creation from the University of Aveiro. Develops creative artwork in the field of photography and documentary film and has participated in several group and solo exhibitions.

 

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Título: Thierry

País de produção: Portugal

Duração: 17’

Língua original: Inglês e Francês

Legendas: Português

Realizador, operador de câmara e som, montador: Rodrigo Lacerda

Mistura de som: Nuno Morão

Sinopse

Thierry é um jovem francês que vive em Londres. É gay, trabalhador do sexo, actor porno ocasional, activista LGBT e o presidente da delegação dos trabalhadores do sexo do terceiro maior sindicato do Reino Unido. Possui uma licenciatura em História e concluiu recentemente um mestrado em British Women History na London Metropolitan University. Está a planear poupar dinheiro para fazer o doutoramento. Este filme é constituído por dois dias na sua vida.

Nota Biográfica

Rodrigo Lacerda nasceu em Coimbra em 1979. Estudou Cinema e Televisão na London Metropolitan University e National Film and Television School, no Reino Unido. Neste momento, está a concluir o mestrado em Antropologia, especialização Culturas Visuais, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa com uma tese orientada pelos Professores Doutores José Neves e Catarina Alves Costa sobre o poder da imagem na representação da morte de figuras públicas. Co-realizou, com a antropóloga Rita Alcaire, os documentários Filhos do Tédio (2006), O Pessoal do Pico Toma Conta Disso (2010), Um Quarto no Éter (2011), Filarmónicas da Ilha Preta (2011) e, em co-produção com a RTP, Das 9 às 5 (2011). Em 2010, realizou o documentário Pelos Trilhos do Andarilho – Ao Encontro de Ernesto Veiga de Oliveira para o GEFAC – Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra. O documentário Thierry (2012), produzido no âmbito do seminário Atelier de Imagem do mestrado, estreou no festival Panorama de 2013.

 

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Título original: Fuera de foco

Título en inglés: Out of Focus

Duración: 37 minutos

País de producción: México

Año de producción: 2013

Idioma original: Español

Compañía productora: Homovidens, Etnoscopio, Alas y Raíces (CONACULTA)

Subtítulos: Inglés

Dirección: Adrián Arce y Antonio Zirión

Fotografía: Antonio Zirión y Adrián Arce

Música original: Esteban Chapela

Diseño sonoro: Pablo Fernández

Edición: Adrián Arce, Hugo Chávez Carvajal y Antonio Zirión

Sinopse

A partir de un taller de fotografía y video con jóvenes internos en la Comunidad de Tratamiento Especializado para Adolescentes de San Fernando, surge este documental colaborativo sobre el arte, la cultura y la vida cotidiana en esta cárcel para menores al sur de la Ciudad de México.

Nota Biográfica

Adrián Arce: Maestro en producción de artes y medios con especialización en dirección de cine por la Universidad Tecnológica de Sidney, Australia, becado por el FONCA. Licenciado en comunicación social por la UAM-X. Realizador, editor, fotógrafo, actor y director de casting de diversos proyectos documentales y de ficción entre los que destaca la realización de Voces de la Guerrero, merecedor del premio José Rovirosa al mejor documental en 2004. También ha laborado en la producción de varios festivales y muestras de cine como el FICM, el FICCO y el Sydney Latin American Film Festival.

 

Antonio Zirión: Antonio Zirión es profesor e investigador en el Departamento de Antropología de la UAM-I. Es etnólogo por la ENAH, maestro en antropología visual por la Universidad de Manchester y doctor en ciencias antropológicas por la UAM-I. Sus principales líneas de investigación son la antropología visual y la antropología urbana, temas sobre los que ha publicado varios artículos. En 2010 obtuvo el premio de la Academia Mexicana de Ciencias a la mejor tesis doctoral en Ciencias Sociales y Humanidades. Es además fotógrafo y documentalista independiente. Sus fotos han sido publicadas en varias revistas y exhibidas tanto en México como en el extranjero.

 

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